| |
 |
| O
Islã deu identidade cultural aos árabes
|
 |
| e os unificou em
nome de Alá |
|
Não foi só o calor do deserto
que levou cidades como Fez e Marrakesh, no Marrocos, a serem
construídas e organizadas como se fossem uma só
unidade.
A essência do Islã, a religião fundada
pelo profeta árabe Muhammad (Maomé) no século
VII e que chegou ao Marrocos no final do mesmo século
com as invasões árabes , também
ali se inscreveu, passando a ditar não só crenças
e ritos, mas todo um modo de vida e uma só visão
de mundo.
|
|
 |
| |
|
Se o Islã (palavra que significa submissão
voluntária à palavra de Deus) prega a
união dos muçulmanos (termo que quer dizer aqueles
que se submetem voluntariamente ao Islã), é
assim que eles passam a organizar seu cotidiano.
Se Alá pede cinco orações por dia, todos
os caminhos das medinas (cidades) levam às mesquitas.
Se eles devem se lavar (ablução) antes de orar,
fontes públicas estarão por toda parte para
que possam se purificar. E quando for a hora de jejuar, todos
juntos, em sintonia, deixarão de comer durante os dias
do Ramadã, o mês sagrado do calendário
muçulmano.
|
|
 |
| |
 |
| A
unidade |
 |
|
União e unidade são palavras-chave
do Islã. Unidade porque Deus Alá, em
árabe, que vem da junção do artigo definido
al (o) com llah (Deus) é só
um: o Deus, único e uno, onipresente e onipotente.
União porque todas as comunidades islâmicas
a exemplo das medinas -, juntas devem formar uma só
com unidade, a umma.
Único é também o livro sagrado do Islã,
o Alcorão, onde Alá fala em primeira pessoa.
Única deve ser a família. E íntegro o
caráter do muçulmano exatamente como
na novela O Clone são retratados os personagens
fictícios Ali e Abdul e todas as circunstâncias
da família deles, que
|
|
 |
| |
|
passa a ser uma só quando se unem
pelo casamento dos respectivos sobrinhos Jade e Said, Latiffa
e Mohamed.
 |
| Do
caos à ordem |
 |
|
Para entender por que a unidade é a essência do
Islã, uma explicação histórica
portanto, não religiosa remete à Península
Arábica, entre 570 e 632 d.C., época em que viveu
o profeta Muhammad.
A região que até então se desenvolvera
à margem de dois impérios o Persa, a leste,
e o Bizantino, a oeste , vinha, com a intensificação
do comércio e a presença constante de viajantes,
recebendo forte influência do cristianismo e do judaísmo. |
|
 |
| |
|
Por sua vez, os árabes eram um povo
disperso, sem nenhum tipo de unidade. Organizados em tribos
que seguiam um líder (sheik), não se
identificavam com mais ninguém fora delas. E ainda
acreditavam em demônios do deserto (jinn) e em
deuses diversos, além de adorar pedras sagradas
a maioria delas guardadas na Caaba, em Meca, até hoje
a cidade sagrada dos muçulmanos.
Eles viviam na desordem, onde imperavam o banditismo, orgias,
infanticídios e rivalidades. Estavam, assim, condenados
a não resistir à força de outros povos
conquistadores, por mais que os desertos os isolassem.
|
|
 |
| |
 |
 |
| Ritual
de fé |
 |
Muçulmanos
recitam o Alcorão
durante as orações diárias. |
|
|
|
|
 |
| |
 |
| Sincretismo |
 |
|
Foi nesse contexto que o Islã
que numa espécie de sincretismo reuniu conceitos do
cristianismo e do judaísmo veio dar aos árabes
um idioma comum, identidade cultural, integridade e força
expansionista. Daí a ênfase na unidade: a de
Deus e a dos homens em torno de Deus.
O que se viu a seguir, com a força que essa união
gerou, foram séculos de islamização na
construção de um grande império.
|
|
 |
| |
 |
| O
último profeta |
 |
|
O Islã não foi obra de Muhammad.
Segundo os muçulmanos, o Islã foi criado pelo
próprio Alá. O profeta teria sido apenas o porta-voz
das palavras de Deus reveladas pelo anjo Gabriel e transcritas
para o Alcorão, o que explicaria por que são
tão belas e poéticas.
As revelações aconteceram em uma caverna no
Monte Hira, perto de Meca, ao longo de 23 anos. Muhammad tinha
40 anos e já era casado com Khadija, uma viúva
herdeira de negócios de caravanas.
Ao divulgar as revelações, Muhammad foi perseguido
pela
|
|
 |
|
 |
| |
|
|
 |
|
|
 |
|
|
 |
 |
| A
poesia árabe |
 |
| Os mais belos
poemas árabes recitados por Leticia
Sabatella |
|
|
|
|
 |
| |
|
|
 |
 |
| Clonagem
em debate |
 |
| Técnicas
poderão curar várias doenças,
mas também ameaçar a biodiversidade. |
|
|
 |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|